domingo, 30 de novembro de 2025

PRIMEIRA VEZ


Quando ia de férias para Lisboa com os meus pais, ficava hospedado numa pensão de gente amiga. Os donos tinham uma filha da minha idade que era a minha companheira de brincadeiras. Às vezes diziam que ainda havíamos de namorar. Ficávamos envergonhados. Éramos apenas crianças. O tempo passa depressa e chegámos à adolescência. Ela chamava-se Mariana. Floresceu com ancas erguidas, pernas bem torneadas e seios generosos. O seu cabelo negro, os seus olhos verdes e meigos, o seu sorriso cativante faziam dela uma bela mulher em formação. As brincadeiras começaram a ser menos inocentes. Aconteceram os primeiros beijos e amassos. Só convivíamos de ano a ano num tempo em que não havia os meios de comunicação que há hoje. Veio aquele verão que quando cheguei, ela disse-me logo que tinha algo importante a comunicar. Saímos para tomar café e ela foi direita ao assunto.

- Já fiz sexo. Foi com um empregado da escola no fim de uma aula de ginástica.

- Muito bem. Foi bom?

- Claro que sim.

Fiquei contente por ela e triste por mim que continuava virgem e recorria com frequência à masturbação.

- E tu? - Perguntou ela.

- Ainda não tive oportunidade. - Respondi envergonhado. 

Mudámos de conversa e demos um bom passeio pela cidade. No dia seguinte, os meus pais e os dela foram ver uma casa que estava à venda na margem sul. Os outros hóspedes da pensão foram à sua vida e nós ficámos sozinhos. Ouvi bater à porta do meu quarto. Como só podia ser ela, disse para entrar. Entrou e veio direita à minha cama. Trazia uma camisa de dormir transparente e apenas umas cuecas. Fiquei logo com o coração acelerado e o meu órgão a crescer. Agarrou-me num braço e puxou.

- Anda, vamos antes para o meu quarto.

Nem disse nada. Fui atrás dela só em boxers. Quando chegámos ao quarto, ela despiu a camisa de dormir e atirou com ela ao ar. Deitou-se e eu deitei-me em cima dela sentindo aquele corpo nu contra o meu. Beijei-a na boca, no pescoço, nos seios. Lambi-lhe a barriga em toques leves e rápidos de língua. Era inexperiente, mas já tinha lido muito sobre o assunto. Ainda assim estava nervoso sem saber bem o que fazer. Ela apercebeu-se disso e virou-me de forma que fiquei eu por baixo. Desceu-me os boxers e agarrou no meu pau duro e latejante. Acariciou. Fechei os olhos e gemi de prazer quando ela o meteu na boca chupando com volúpia . De seguida despiu as cuecas e sentou-se em cima dele. Senti-o penetrar naquela gruta quente e húmida. Agarrei-lhe os seios enquanto ela cavalgava num desenfreado vai e vem. Nada dizíamos, apenas gemíamos de prazer. És muito grosso, foram as únicas palavras dela. Os gemidos dela aumentaram de intensidade e eu, na minha pouca sabedoria, percebi que estava a ter um orgasmo. A minha hora também estava a chegar. Ainda tive o discernimento de a avisar. Estou quase, disse. Ela não ligou e continuou a saltar. Descarreguei todo o meu esperma dentro dela. Quase desmaiei de prazer. Ela deitou-se ao meu lado e sussurrou:

- Gostaste?

- Adorei.

Sim, tinha sido muito bom, mas tinha pensado muito nesse momento e nada era como pensava. Havia um sentimento de deceção, mas uma imensa vontade de repetir. De repente lembrei-me de algo importante.

- Não usámos nada. Podes ficar grávida.

- Estou protegida. Não tenhas medo.

Abracei-a com força e carinho. Ficámos assim algum tempo em silêncio, mas algo começou a crescer de novo.

- Vamos outra vez?

- Sim, temos a manhã toda.

Sim, foi toda a manhã em todas as posições. No resto das férias, os nossos supostos passeios pela cidade, eram para casa de uma amiga dela que nos cedeu um quarto.

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