Quando ia de férias para Lisboa com os meus pais, ficava hospedado numa pensão de gente amiga. Os donos tinham uma filha da minha idade que era a minha companheira de brincadeiras. Às vezes diziam que ainda havíamos de namorar. Ficávamos envergonhados. Éramos apenas crianças. O tempo passa depressa e chegámos à adolescência. Ela chamava-se Mariana. Floresceu com ancas erguidas, pernas bem torneadas e seios generosos. O seu cabelo negro, os seus olhos verdes e meigos, o seu sorriso cativante faziam dela uma bela mulher em formação. As brincadeiras começaram a ser menos inocentes. Aconteceram os primeiros beijos e amassos. Só convivíamos de ano a ano num tempo em que não havia os meios de comunicação que há hoje. Veio aquele verão que quando cheguei, ela disse-me logo que tinha algo importante a comunicar. Saímos para tomar café e ela foi direita ao assunto.
- Já fiz sexo. Foi com um empregado da escola no fim de uma aula de ginástica.
- Muito bem. Foi bom?
- Claro que sim.
Fiquei contente por ela e triste por mim que continuava virgem e recorria com frequência à masturbação.
- E tu? - Perguntou ela.
- Ainda não tive oportunidade. - Respondi envergonhado.
Mudámos de conversa e demos um bom passeio pela cidade. No dia seguinte, os meus pais e os dela foram ver uma casa que estava à venda na margem sul. Os outros hóspedes da pensão foram à sua vida e nós ficámos sozinhos. Ouvi bater à porta do meu quarto. Como só podia ser ela, disse para entrar. Entrou e veio direita à minha cama. Trazia uma camisa de dormir transparente e apenas umas cuecas. Fiquei logo com o coração acelerado e o meu órgão a crescer. Agarrou-me num braço e puxou.
- Anda, vamos antes para o meu quarto.
Nem disse nada. Fui atrás dela só em boxers. Quando chegámos ao quarto, ela despiu a camisa de dormir e atirou com ela ao ar. Deitou-se e eu deitei-me em cima dela sentindo aquele corpo nu contra o meu. Beijei-a na boca, no pescoço, nos seios. Lambi-lhe a barriga em toques leves e rápidos de língua. Era inexperiente, mas já tinha lido muito sobre o assunto. Ainda assim estava nervoso sem saber bem o que fazer. Ela apercebeu-se disso e virou-me de forma que fiquei eu por baixo. Desceu-me os boxers e agarrou no meu pau duro e latejante. Acariciou. Fechei os olhos e gemi de prazer quando ela o meteu na boca chupando com volúpia . De seguida despiu as cuecas e sentou-se em cima dele. Senti-o penetrar naquela gruta quente e húmida. Agarrei-lhe os seios enquanto ela cavalgava num desenfreado vai e vem. Nada dizíamos, apenas gemíamos de prazer. És muito grosso, foram as únicas palavras dela. Os gemidos dela aumentaram de intensidade e eu, na minha pouca sabedoria, percebi que estava a ter um orgasmo. A minha hora também estava a chegar. Ainda tive o discernimento de a avisar. Estou quase, disse. Ela não ligou e continuou a saltar. Descarreguei todo o meu esperma dentro dela. Quase desmaiei de prazer. Ela deitou-se ao meu lado e sussurrou:
- Gostaste?
- Adorei.
Sim, tinha sido muito bom, mas tinha pensado muito nesse momento e nada era como pensava. Havia um sentimento de deceção, mas uma imensa vontade de repetir. De repente lembrei-me de algo importante.
- Não usámos nada. Podes ficar grávida.
- Estou protegida. Não tenhas medo.
Abracei-a com força e carinho. Ficámos assim algum tempo em silêncio, mas algo começou a crescer de novo.
- Vamos outra vez?
- Sim, temos a manhã toda.
Sim, foi toda a manhã em todas as posições. No resto das férias, os nossos supostos passeios pela cidade, eram para casa de uma amiga dela que nos cedeu um quarto.
